Slam do desespero ou Tudo aquilo que um homem hétero sempre vai ser.

Ei,

Preciso te falar umas coisas, preciso te dizer umas fitas que estão entaladas dentro de mim faz um tempo, e que eu jurei pra mim mesma que nunca diria. Que eu tinha que seguir, só aceitar que é assim que é, as pessoas entram e saem da sua vida de forma fugaz, de maneira efêmera. É assim, anjo, só aceita. Não rolou. Preciso te dizer que não, não dá pra você entrar e bagunçar tudo e ser alguém tão presente num momento, e tão distante em outro. Que eu me arrependo, caralho, como eu me arrependo de ter aberto meu coração, de ter confiado de olhos fechados que tudo aquilo que você dizia era real, porque eu tinha sorte. Eu tinha sorte de você ser exatamente tudo aquilo que eu precisava quando eu precisava, e achando que tinha tudo sob controle me deixei levar, disse: “amizade e respeito acima de tudo”. Você assinou embaixo.

Já olhei nos teus olhos também e disse: “Sou desconfiada sim, porque você é um amor, mas é homem”. Mal sabia eu que naquele momento aqueles dizeres seriam proféticos. Eu não sinto raiva, eu não guardo rancor, tudo o que eu sinto é decepção. Decepção por você ter sido exatamente, sem tirar ou pôr, o clichê perfeito. O esteriótipo que eu olhava dentro dos seus olhos e enxergava e pensava: “Não, não pode ser assim tão óbvio, ninguém é assim tão raso que é exatamente aquilo que aparenta ser”, mas era.

Diante de toda aquela postura de garoto que com charme e paixão conquistava o mundo, com toda aquela poesia que dizia ter inundando o seu ser, de toda aquela paixão que dizia você te consumir há poucos meses atrás, sobrou pó! De todas as canções que fez, do jeito que quis participar de maneira ou de outra da minha vida até que eu me abri, até que me mostrei vulnerável, até que fui a melhor versão de mim mesma – você foi igual.

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Asa branca

Não chegou suave, foi abrupto, foi brutal e não sei bem da onde veio. Olhava de cima, da ponta do precipício e meu coração dizia: “Pula!”; minha cabeça dizia: “Tem certeza?”; me diziam: “Segue teu coração!”; minha cabeça dizia: “Tem certeza?”. Quando menos esperava você veio e me empurrou! Fui caindo numa velocidade absurda, o medo me dominando, quando tua mão toca na minha e vejo que tinha pulado também. No início só conseguia pensar na queda, no estatelar no chão, nos ossos quebrados. Minha cabeça diria: “Eu avisei!”.

O pouso, por sua vez, foi suave. Meu coração feliz ficou aninhado. Você dizia, como quem em meio ao caos repara nos detalhes: “Gostei quando tocou tua mão na minha”. Naquele momento notei que o pouso não fora nada suave, e as quedas dali por diante seriam sempre abruptas e brutais.

Ai.

 

 

Sobre o que (realmente) me fez voltar

Pra variar, foi por amor.

Hoje estou me sentindo fraca e covarde. Covarde por ter fugido de nós em busca de algo que eu nem sei o que é. Fraca por não conseguir lidar com esses sentimentos dentro de mim. Estar letárgica diante deles.

Eu que nunca gostei do efêmero, que via aquelas relações fugazes todas cobertas por uma fina camada de insegurança e desamor, agora passo os dias tentando me convencer de que tomei as decisões que tomei em meu nome e no de mais ninguém.

Doce ilusão

Infelizmente, a verdade é que deixei que essa fina camada me encobrisse também, ao passo que enquanto escrevo não penso somente em você, mas em todos os amores que cruzaram meus dias nos últimos tempos e desacredito dos que estão por vir.

Penso que me tornei indigna do amor, pois tive do meu lado algo puro e perfeito e destruí. E agora parece que todas as relações verdadeiras estão desaparecendo e só me resta as cobertas por essa fina camada de pó.

Você que vê o mundo com olhos de menino encontrará um amor puro novamente, e eu que quis seguir só, consegui: me resta o efêmero.

Peço desculpas a mim mesma por ser tão imatura, e espero que seja lá o que tanto eu esteja à procura, que eu encontre.

Carta aberta para a mulher que quero ser.

Neste blog achei um post esquecido sobre este mesmo amor que me fez ficar um pouco menos melancólica do que estava quando escrevi este textinho. No final, sou grata por ter experienciado algo tão lindo.

Você que é uma Charlotte York e ainda não desistiu do amor romântico (socialmente construído! TEMOS QUE FALAR SOBRE ISSO) pode lê-lo aqui.

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Ela partiu, partiu e…voltou!

2018

Cinco anos depois de ter começado este blog porque estava com uma vontade louca de escrever, retorno para este espaço com esta mesma vontade em uma madrugada de 2018.  A Gabriela de 2013 justificou este blog dizendo que “(…) de tanto ler, ver, ouvir, absorver tanta coisa do mundo todo dia, minha cabeça anda a mil, e meu twitter já não proporciona mais a válvula de escape necessária pra esse turbilhão de pensamentos. Turbilhão que não quer ser espremido em 140 caracteres, mas sim, que quer deitar e rolar no meio de verbos, adjetivos, substantivos e muitas orações subordinadas”. A Gabriela do futuro assina embaixo dessas palavras! (embora agora o twitter tenha o dobro de caracteres, rs)

Tô achando bem vintage essa coisa de voltar a ter um blog em 2018, né? Tomara que as pessoas ainda se interessem por isso, e se não se interessarem também, já diria o Edu do Canal Diva Depressão: P*u no c*! hahahaha

Agora que eu tenho 22 anos e não mais 17 anos posso falar uns palavrõezinhos por aqui, né? rs

Assinado eu.

Por que estou há mil anos sem postar…

Simples, porque meu computador simplesmente não quer mais durar mais que meia hora ligado (isso pq ele acabou de voltar do conserto). E não consigo pesquisar, ler, olhar coisas interessantes e ficar de bobeira por mais que um curto período de tempo num pc que não é o meu. Então, infelizmente até eu sanar esse problema, os posts aqui serão raros porém magníficos, rssssss.

Beijos e espero que compreendam 🙂

Só coisa boa!

fotinha

 

Esse final de semana tive o prazer de me surpreender com essa cidade mais uma vez. Acordei cedo e fui fazer um rolê bem turista pelo centro de São Paulo, hehe. Fui na Galeria do Rock, pra ajudar meu namorado a pesquisar sobre um curso de produção musical, aproveitei e comprei uma camiseta do Jake da “Hora de Aventura” pro meu irmão (tá me amando pra sempre) e depois de sair da galeria entrei num lugar que eu sempre tive curiosidade de ir, um museu que pertence ao ‘Theatro Municipal’ e dentro estava acontecendo um festival de músicos de rua. Fiquei pouco tempo porque estava no final e depois voltei pra rua, quando de repente, vários palcos estavam sendo montados e outros já prontos e que iriam acontecer shows simultâneos de bandas independentes em cada um deles. Fomos pra Liberdade almoçar (falei que o rolê era de turista) e depois voltei pra lá. E foi a melhor coisa do mundo! Reggae, Rap, um palco rolando batalha de MC’s, entre outros ritmos tudo ao mesmo tempo e a galera colando de tudo quanto é lado e a rua enchendo e o som rolando e o sol saindo (sim, tô poética hahaha)…

No dia seguinte, outro rolê aleatório e inesperado que valeu muito a pena foi o show do Criolo na Casa do Hip Hop em Diadema, o dia todo foi de dança, e música da melhor qualidade e foi muito bom ver aquilo tudo de perto. Ver que é uma cultura viva e pulsante. E eu realmente devo muito ao meu namorado por ter me apresentado esse mundo, se não provavelmente eu estaria restrita as minhas bandinhas indie britânicas e o MPB fofucho da Tiê e da Mallu, hehehe. Se tem uma coisa que este ano está sendo, é de aprendizado musical, música boa vindo de todos os cantos. E eu ,pessoalmente, estou descobrindo o quanto nosso país é lindo, lindo musicalmente e como tem coisa BOA tanto aqui, quanto lá fora pra escutar e a gente não tem que ficar restrito ao lixo pop que nos empurram guéla a baixo.

CRIOLO

Eu e Criolo sendo melhores amigos pra sempre

Tendo isso dito, VEM COMIGO:

Criolo – Nó na Orelha (album completo)

Céu – Caravana, Sereia, Bloom (album completo)

Erykah Badu – Mama’s Gun (album completo)

Cordel do Fogo Encantado – Transfiguração (album completo)

E é claro, a música nova do Arctic Monkeys ❤

Arctic Monkeys – “Why’d you only call me when you’re high?”

E agora o albúm que embalou esse post, ai ai ai só love, só love

The Black Keys – Brothers

Claro que tem outras zilhões de bandas maravilhosas, mas essas foram as que eu lembrei pra compartilhar com vocês agora. Espero que curtam e escutem muito!

Beijos! xx

 

 

Frescurinha do dia

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Em tradução livre: “Alguém deveria escrever um livro em que o personagem principal, devagarinho, se apaixona pelo leitor.”

Estava vendo fotos no we<3it pra ilustrar um post, quando me deparo com essa foto e sei lá…achei essa ideia muito genial!

Pra inspirar os escritores freela de plantão.

Beijos! xx